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REFORMAS NO CONGRESSO….

REFORMAS NO CONGRESSO

Após as manifestações nas ruas, que tiveram inicio com um pequeno grupo em São Paulo postulando redução de tarifas de transporte urbano e que com a utilização das redes sociais  movimentos se avolumaram com objetivos os mais diversos, e grande parte sem nenhum objetivo, e o pior, com objetivos visivelmente delinquentes, o que mais se vê falar é em reformas.

Sim, porque nas ruas era pedida mais atenção e recursos para a educação; o governo se apressou e enviou o projeto – já sancionado- destinando cinquenta por cento dos recursos advindos da exploração do petróleo ( pré -sal) para o setor. Pedia-se mais recursos  para a saúde; o governo se apressou e promove destinação complementar ao setor com vinte por cento dos recursos do pré-sal e implanta o programa do ” mais médicos” com a ” importação” de profissionais estrangeiros para suprir a falta dessa mão de obra especializada no país. Pedia-se mais segurança, sem contudo cooperar para solucionar as graves questões dessa área, e ao contrário, exigindo a utilização de todo o esquema municipal, estadual e federal de segurança pública para enfrentar a anarquia que vem em um crescendo constante.Nota-se, claramente, que a massa que afluia às ruas para postular, foi diminuída sensivelmente, creio que considerando como já tendo cumprido o seu papel e não disposta a colaborar como ” inocentes úteis” nas arruaças e ações criminosas por parte de um pequeno grupo de bandidos que se infiltram anonimamente, mascarados, com um unico objetivo: destruir.

Enquanto isto a classe política àvida para recuperar o terreno perdido, atestado pelas pesquisas qualitativas publicadas na imprensa mostrando o desprestígio total junto ao povo, empenha-se em aprovar reformas de todo o tipo e muitas são anunciadas com muito alarde para transparecer como uma  grande ato de interesse público, quando na verdade não tem nenhum efeito prático para amenizar os anseios populares.

A reforma política ironizada por Itamar Franco, que não apostava um níquel na sua aprovação, surge tímida e com alterações,  que ao contrário de sanear os pontos mais polêmicos, buscam facilitar os contornos da lei em beneficio dos candidatos e utilização de recursos públicos. Não se fala mais no voto distrital, não se fala mais na eleição do suplente de senador , não se fala mais na extinção da coligação na eleição proporcional, não se fala mais na fidelidade partidária e agora, com mais alarde, apresentando como um grande presente ao povo, após a abertura do voto no Congresso quando se trate de cassação de mandato parlamentar, anuncia o fim do fórum privilegiado. É bom atentar que esta matéria sempre foi repudiada pela classe política e que agora, após o processo do mensalão, verificou que ao contrário do que se pensa o fórum privilegiado é uma “fria”, pois não podendo o parlamentar ser julgado na primeira instância e sim e somente na terceira instância, perde a utilização de uma série de recursos próprios da chamada justiça comum. Por isso desejam acabar logo com esse ” privilégio”.

Paralelamente, sem se saber a beneficio de quem, continuam as badernas, as quebradeiras, as depredações de patrimônio publico e privado, por um grupo que não se identifica e que quando são presos contam com o amparo imediato da Ordem dos Advogados do Brasil e do Ministério Publico que imediatamente comparecem à Delegacia para soltar os bandidos como se se tratasse de cidadãos pacíficos que foram covardemente agredidos pela polícia, muito embora estivessem municiados e utilizando  paus, pedras, estilingue com bolas de gude, bombas caseiras contra quem se opusesse à sua ação criminosa.

A imprensa por sua vez dá uma cobertura exagerada da ação desses vândalos que se postam como heróis ” Robin Hood” da atualidade, e condena   a força policial  que ali está para proteger o cidadão e o patrimônio publico ou privado, e que é atacada com a maior agressividade por parte desses. Mas segundo alguns escribas o agente da segurança tem que apanhar sem revidar e diante do ataque com todo o tipo de arma disponível, deve procurar o diálogo. Mas quando um repórter ou fotógrafo  é atingido pela ação dos criminosos as manchetes são para criticar a omissão policial.

Não sei, realmente, onde vamos parar, dessa forma…..

 

 

Excelentes as matérias postadas

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