Pular para o conteúdo

” OS MEUS CABELOS ESTÃO LINDOS MAS MINHA VOZ CONTINUA A MESMA …”

Os meus contemporâneos forçosamente hão de se lembrar da propaganda cujo mote era esse, referente a um produto de beleza capilar procurando mostrar que as características pessoais permaneciam, mas os cabelos não.
E me veio à lembrança essa peça publicitária quando verifico a atuação dos partidos políticos no Brasil, em que mudam a sua roupagem, mas no fundo, na raiz, continuam os mesmos. Quando estão muito desgastados e sempre estão, convocam convenções para mudança de estatuto, de programas, de metas, com grande estardalhaço, mas não conseguem se livrar dos vícios e como se diz na linguagem popular, não conseguem andar na linha.
O que mudou no PMDB que desde sua origem é um camaleão de caráter federativo, pois dentro dele existem vários partidos inteiramente diferentes um dos outros, ideológica, filosófica e administrativamente. O MDB não, ao contrário era bem mais firme em suas atitudes, apesar de ter tido uma divisão quando surgiram os autênticos, em função de desvios de rota. Mas ainda assim havia um foco que norteava suas ações.
Mas o PMDB reuniu na sua criação integrantes de várias matizes que não se integraram plenamente, passando a flutuar como o azeite na água e fazendo com que o partido se apresente de forma fisiológica e sem nenhuma cerimonia pressionam  de toda  forma  para angariar e se locupletar de favores do governo, em troca de apoio, assim como de promover alianças as mais surpreendentes pelo conflito programático e ideológico, mas tendo como enfoque central, tempo de televisão, garantia de resultados nas eleições proporcionais e outras condicionantes. O mapa das eleições, de todas, independentemente do ano em que tenham se realizado, mostra de forma inequívoca essa espúria atuação.
No Governo do Presidente José Sarney os seus integrantes deram um show de peripécias politicas chegando a se dividir, em grupo ostensivamente oposicionista, responsável pelos boicotes nas votações no Congresso e um grupo governista para garantir a presença de peemedebistas no primeiro escalão dos Executivos, federal, estaduais e municipais.
Hoje, com uma nova roupagem surge no cenário como um bloco independente, capitaneado pelo Líder do Partido na Câmara, mas ao mesmo tempo tendo como Vice Presidente da Republica seu Presidente licenciado, além de Ministérios de prestigio como a Previdência Social, Turismo, Agricultura, Minas e Energias, e cargos importantes em estatais, mas postulando mais espaço e se conseguisse (por absurdo) ocupar todas as Pastas, ainda haveria uma pequena reserva de descontentes para que não fosse dado ao governo, um apoio unanime. Será que isso tudo é feito sem a preocupação de que o povo esteja alheio a essa parafernália??Mas por outro lado como explicar que há anos isto ocorre e os “artistas” continuam na ribalta??
E o PSDB? O que realmente quer esse PARTIDO (a caixa alta é para destacar que se trata de um ajuntamento realmente partido (quebrado).
Em princípio surgiu como um partido das elites. Em minha terra, Juiz de Fora, na primeira eleição para a Câmara Municipal os partidos de um modo geral lançavam 30 a 40 candidatos para somar legenda. O PSDB lançou apenas 12 (escolhidos pelo “pedigree”) e o resultado foi desastroso. A maior votação do pleito foi de uma candidata do partido, mas que não foi eleita por falta de legenda. Lembro nesta oportunidade de um Banco criado na minha cidade, por um grupo reconhecidamente “pão duro” que só recebia depósitos, mas não emprestava nada. Faliu por excesso de fundos…
Hoje temos uma legenda que prima pelas vaidades, pois cada um se julga a própria “Prima Donna”. Dentro desse espírito, à época das candidaturas todos se julgam o melhor de todos e o que é brindado ao posto mediante acertos não conta com o apoio dos outros. Por isto vímos as candidaturas de Serra e Alkmin no naufrágio e não sabemos o que vai ocorrer com a de Aécio, que poderá receber o troco dos dois primeiros pelo “empenho” que demonstrou em 2003,2006 e 2010.
Da mesma forma os “ tucanos”, assim chamados, atuam nas questões temáticas. Vemos há semanas passadas sessão de comemoração do lançamento da URV (etapas do Plano Real) que mais nada foi do que uma festinha do partido. Para não dizer que deixaram de falar em Itamar Franco, fizeram sim, uma rápida referência, mas no restante do convescote o símbolo foi FHC. E o saudoso Eliseu Rezende? Ao que me lembro foi na sua época a elaboração do plano das URV que acabou sendo lançada por FHC (Itamar sempre se lembrava das fórmulas de equações apresentadas pelo então Ministro da Fazenda). E o Paulo Haddad? E o Ricupero? Esse “esquecimento” tem uma razão de ser: a apropriação do Plano Real porque deu certo, se tivesse dado errado…. eles estariam longe!! Mas na situação atual correram para alardear que o Plano Real foi do Governo do PSDB. Ao que me consta Itamar não estava filiado a nenhum partido e na sua equipe só havia um Ministro do PSDB.! Mas são assim.. E agora com o ex Governador Eduardo Azeredo sobre o qual já falei em “ A realidade nua e crua” que estão procurando entregar aos leões para responder sobre atos cuja responsabilidade é mais dessa comunidade do que dele? Não tenhamos duvida de que estivesse ele recebendo homenagens dos pontos positivos do seu governo eles corriam na frente para dizer que foram “feitos do PSDB”. São os maiores cultivadores da célebre máxima de que “o sucesso é solidário e o fracasso é solitário”. Mas poderíamos ir longe com as histórias que serão contadas em outra oportunidade….

1 resposta »

Excelentes as matérias postadas

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: