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ESTÁ TUDO ERRADO

Diz uma estorinha mineira que dois matutos dos grotões se encontravam no alto do morro, proseando, quando ouviram um barulho estranho do tipo de chacoalhar de asas e olhando para o alto em busca da origem depararam com um elefante voando… Um olha para o outro e não fala nada.. Daí a pouco um outro e mais outro até que o quinto animal passa por eles.. Um deles dá uma baforada em seu cigarro de palha e comenta: “ que coisa heim cumpadre!!” o outro responde: “ É.. o ninho deve ser aqui perto…” O mineiro diante de uma situação inusitada, mas concreta, jamais questiona…

Eu acho que tem muito elefante voando por aí, ninguém percebe. Ou questiona, e não raciocina.

Hoje, constatamos que há muita gente necessitando aprender muita coisa, principalmente na área política.

O país vive uma situação singular, pré-calamitosa, economia em declínio, a politica em decadência em que até mesmo os principais atores estão em descrédito, a população caminhando para a desesperança e a governabilidade desprezada.

Recordo-me do primeiro ato do Presidente Itamar Franco, logo depois de sua posse, foi o de convidar todos os dirigentes partidários, independente do posicionamento, se situação ou oposição, para uma reunião no Palácio da Alvorada.

Todos compareceram, desde o maior, o PMDB ao PRONA do Enéas sem ter conhecimento prévio da pauta.

O Presidente ao iniciar o encontro foi direto ao assunto, mais ou menos nos seguintes termos:

“Eu os convidei e agradeço sensibilizado a presença, para, lembrando as circunstâncias em que assumo o Governo, saber dos senhores se estão cientes das dificuldades e prontos para garantir a governabilidade. Não confundam governabilidade com apoio político. Esse eu buscarei no Congresso com os líderes partidários. Respeitarei o posicionamento politico de cada legenda, mas, a governabilidade é imprescindível e obrigação de todos nós, e se a maioria aqui presente não estiver disposta a garanti-la eu renunciarei para que sejam convocadas novas eleições na forma que a Constituição determinar.”

Todos se pronunciaram a favor garantindo o funcionamento dos Poderes constituídos até o final do mandato e os partidos de oposição exercendo sua função dentro dos princípios da democracia.

Hoje, falta o compromisso com a governabilidade, principalmente porque o foco é o Poder, a todo custo, ainda que custe a estabilidade da vida nacional. Não importa o que vale é o interesse imediato de cada um. Isto eu comprovei em uma solenidade em que compareci em Brasília e conversando com um Líder oposicionista perguntei sobre a politica econômica conduzida por Joaquim Levy. Respondeu-me dizendo que se o Aécio tivesse ganhado teria nomeado Armindo Fraga para o Ministério da Fazenda e que iria fazer a mesma coisa. Diante de minha surpresa acrescentou a sua convicção de que no momento a única conduta a ser cumprida era essa, mas que o interesse é sangrar a Presidente Dilma até o fim e se puder até mesmo derrubá-la.

E o preço de tudo isto?

Será que eles acham que todo mundo pensa assim? Que diante de um quadro desse que estão pintando só vão ter aplausos?

Oposição é necessária, sim, mas desde que responsável. O problema é fazer com que os integrantes dessa oposição se conscientizem do seu papel e principalmente tenha algo a mostrar, além da volúpia pelo Poder.

A própria discussão em torno do impedimento da Presidente é inconclusiva porque não há sinceridade. Quando se procura entender porque internamente, nas legendas, não há um consenso, é surpreendente a descoberta de que tudo gira em torno de quem deve assumir o governo. Mas, não é procurando ver o que é o melhor para o país. Longe disso. É saber o que mais interessa ao plano dos grupos políticos.

Independente das consequências de uma ruptura institucional as variáveis estabelecidas são:

– Impeachment da Presidente e do Vice Presidente e convocação de eleições para o término do mandato.

Pensamento do PMDB: Facilitar a eleição de um do PSDB (Alkmin ou Aécio) que vai ter que arcar com o desgaste natural da recuperação econômica e sem condições de reeleição (se a reforma politica extinguir o instituto) abrindo caminho para a eleição de Serra peemedebista

Mas também dentro dos quadros oposicionistas a duvida se dará em torno do nome a ser lançado para essa jornada, que poderá se tornar em irremediável sacrifício, mas com muita tendência de não ser um com determinação de se oferecer em 2018.

Pensamento no PSDB. Impedimento da Presidente e permanência do Vice para esse se desgastar e abrir caminho para a eleição de um tucano em 2018.

Pensamento de parte do PT, Queda dos dois Presidente e Vice para em nova eleição eleger o Lula.

Uma coisa é certa. Caso se concretizasse um impeachment o PT não lançaria candidato e torceria pela vitória de um tucano que em dois anos de mandato não teria como desatar o nó da economia e arcaria com um ônus da incompetência, abrindo o caminho para o PMDB em 2018.

Em suma, nenhuma dessas hipóteses versa sobre a preocupação dos nossos destinos. Não querem raciocinar sobre o perigo de jogar o país em um confronto interno, não querem avaliar os desgastes no prestígio do país no plano internacional. Nada….É o Poder pelo Poder..SEMPRE

3 respostas »

Excelentes as matérias postadas

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