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ASSALTO OFICIALIZADO

Já sempre presente no noticiário do dia, a onda de assaltos que se pratica no país, antes com o “debut” dos Fernandinho Beira Mar e Cia, depois dos Mensaleiros, depois dos integrantes do time do lava jato, do Congresso, dos Partidos Políticos, das Empreiteiras, falta  ainda , inexplicavelmente, os responsáveis, ou mesmo os Proprietários das Companhias Aéreas que praticam o assalto oficializado, porque permitido, sem nenhuma cerimônia.

Praticam de tudo. Manipulam preços da maneira mais escandalosa, aproveitando-se das nuances da oferta e da procura, que se justifica no comercio em função de entre safras, mas não na prestação de serviço e principalmente em se tratando do transporte público.

Para ilustrar temos as safras de hortigranjeiros quando faltam determinados produtos e os preços são praticados de acordo com a diminuição da oferta. Temos o comercio de eletrodomésticos em que ocorrendo o aumento da procura alguns produtos como os da chamada linha branca, com impostos reduzidos, momentaneamente desaparecem das lojas, mas reaparecem com os mesmos preços e assim como  na área automobilística dentre tantos.

No transporte aéreo as coisas são diferentes. Não há escassez de produto. Há escassez de “vergonha na cara” e apadrinhamento silencioso dos órgãos oficiais que simplesmente não tomam conhecimento e por outro lado apoiam o ato criminoso dessas concessionarias de serviço público.

Por isso assistimos, por exemplo, uma passagem de Brasília para o Rio de Janeiro custar normalmente, dando lucro, R$ 200,00 a R$ 300,00 e às vezes até R$ 50,00 como promoção, ao final de dezembro ser cobrado mais de um mil reais unicamente porque o numero de passageiros aumenta, sem nenhuma gravame para a companhia. Os salários dos aeroviários são os mesmos, dos serviços administrativos idem, o preço dos combustíveis idem. O que então justifica uma cobrança de 200 a 300 %%?

Mas, o descalabro não se situa unicamente nisso. A aberração se faz presente em maior escala quando se trata de alteração de voo.

Como ilustração permito-me citar um episódio ocorrido comigo.

Em agosto de 2015 adquiri duas passagens para o trecho Brasília/Belo Horizonte pela TAM, no valor de R$ 900,00 e de Belo Horizonte/ Cabo Frio pela Azul para um voo que sairia em 28 de dezembro com retorno em 24 de janeiro ao custo de R$ 1330,00.

Em 20 de dezembro por motivo justo, precisei cancelar a reserva remarcando para 28 de fevereiro com retorno em 12 de março. A Companhia me cobrou R$ 500,00 de taxa de remarcação, e mais R$ 250,00 para a nova reserva totalizando R$ 830,00. Em suma, recebeu R$ 750,00 para alterar a minha viagem e revendeu o mesmo bilhete por R$ 900,00.

A Azul por sua vez me cobrou R$ 520,00 pela remarcação e mais R$ 27,00 pela diferença de tarifa. Revendeu o mesmo bilhete por muito mais.

Agora, não sei porque motivo a TAM me comunica que alterou a reserva para um horário incompatível com a conexão  da Azul. Não tendo outras opções fui obrigado a solicitar reembolso. Creio que não haverá multa, mas de qualquer forma avisam que isso se dará com 30 dias.

Procurei a Azul para cancelar o meus voos por falta de opções compatíveis. De pronto fui avisado que eles não tinham nada a ver com os problemas da TAM e que eu teria que decidir o que fazer sendo que em qualquer hipótese haveria uma multa de R$ 500,00 mais R$ 150,00 por passageiro e por trecho, ou seja, R$ 300,00 de ida e R$ 300,00 de volta, podendo o troco de R$ 230,00 ficar como crédito para futuros voos até agosto do corrente ano, mas se eu preferisse receber o troco como reembolso teria uma multa de 50% reduzindo o valor para R$ 115,00. Ou seja, para o cancelamento de duas passagens totalizando R$ 1.330,00 já pagos, recebo R$ 230,00 em crédito ou R$ 115,00 em reembolso.

Diante de tanto despropósito solicitei à atendente um recibo comprovante de toda essa operação. Como resposta obtive um sonoro Não. Não há recibo nem documento que comprove essa alcance no nosso bolso. Apenas um Protocolo que comprova a sua ligação.

Ante a minha insistência fui avisado que a ligação seria desfeita porque eu não queria entender a questão.

Pergunto: como é o nome disso?

Qual a diferença da atitude dessa gente com o Fernadinho Beira Mar?

E a ANAC, PROCON, Ministério Público, Policia Federal etc.. estão de acordo?

 

2 respostas »

  1. Safadeza das grandes… PROCON não resolve?

    E assinaturas reclamando? Jornais,internet,carta ao leitor?

    Realmente estamos no pais da “ladroagem”……

Excelentes as matérias postadas

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