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O GRANDE TEATRO

Arrisco-me, sem a imprudência de me auto designar analista político, de externar minhas conclusões a respeito do processo de impeachment que tramita no Congresso Nacional.

Para mim, estamos vivendo um grande teatro com o envolvimento da nação, manipulado com muita inteligência não sei por quem, mas que a cada passo segue em direção ao desfecho planejado.

Vamos estabelecer uma possível cronologia.

A partir de janeiro de 2015, ações foram interpostas no TSE a respeito do pleito, sugerindo fraude nas urnas eletrônicas e outras razões.

Paralelamente foram promovidas manifestações nas ruas envolvendo representantes de todas as classes sociais, com fundamentos diversos, mas, com um objetivo, aglutinar a população motivando a prática de protestos nas ruas com um crescente cardápio de fundamentos. Iniciando na causa de preços de ônibus, passes escolares e outros temas para chegar ao que se pretendia: o impeachment da Presidente, com a utilização do agravamento em face da Operação Lava Jato.

O Tribunal de Contas dentro de sua competência dá um parecer sobre as contas de 2014 da Presidente assinalando a questão das chamadas “pedaladas” com uma repercussão dada pelo Relator pouco usual em se tratando de um parecer que teria que ser apreciado pelo Congresso.

Como se achavam engavetados os processos de prestação de contas das gestões de Itamar, Fernando Henrique e Lula, o Presidente da Câmara deu urgência para aprovação de todos esses para que o referente ao da Presidente Dilma pudesse também ser apreciado.

Ocorre que, o parecer do TCU se encontra na Comissão de Orçamento do Senado com o voto do relator pela Rejeição do mesmo e sem ser apreciado pelo Congresso.

No entanto, foram apresentados vários pedidos de impeachment da Presidente com base nesse parecer que não tem nenhuma validade sem a apreciação pelo Congresso Nacional. Mas, propositadamente a mídia insufla a opinião pública com base nesse documento.

Criada pelo Presidente da Câmara a Comissão encarregada da apreciação de um dos pedidos, assinado por Miguel Reale, Helio Bicudo e Janaina Pascoal, aprovou a admissibilidade da denuncia e autorização para o processo pelo Senado Federal.

Enquanto isto há uma grande ansiedade na população que se divide como torcidas organizadas de futebol, com manifestações amplas sobre o processo e que, graças a Deus até o momento não descambou para consequências trágicas.

Mas, dentro das minhas elucubrações, para os manipuladores do processo, pouco importa o resultado dessa decisão da Câmara dos Deputados, que poderá não passar pela falta de um a cinco votos,

A questão no entanto não será decidida pelo Congresso.

Perde tempo a oposição legítima engrossada pelo PMDB, que luta pelo Poder e perde tempo igualmente o Governo que luta pela permanência porque a questão terá outro desfecho.

Independentemente da admissibilidade pela Câmara e até mesmo aprovação pelo Senado o projeto é maior.  Não haverá sucessão pelo Presidente da Câmara, do Senado ou do STF e convocação de eleições por qualquer um deles. .

É basilar o silêncio do PSDB nesse processo, assim como também é bem clara a fala do Presidente desse partido quando anuncia que não participará de um  governo Temer.

É claro que não participará, porque sabe que ele não vai existir.

Quem vai e está comandando a decisão é o Ministro Gilmar Mendes, eleito Presidente do TSE, que tem como missão anular a diplomação dos componentes da Chapa PT/PMDB, e com a anulação dos votos dados a Dilma e Temer diplomariam o segundo mais votado no pleito, Senador Aécio Neves.  Isto porque, a anulação não alcança mais que 50% dos votos. Não há que se falar que no segundo turno alcançou aquele percentual.  Anulados todos os votos dados aos vencedores no primeiro turno não teria o segundo turno. Se não tivesse tido segundo turno aí sim, o candidato obteve mais que 50% e nesse caso com a anulação da diplomação teria a convocação de novas eleições.  Porque a anulação alcançará mais de 50% dos votos válidos, o que o art. 224 do Código Eleitoral determina que o Tribunal fixará a data de novo pleito. Ai sim, um dos sucessores naturais assumirá até que a eleição se realize.

Coincidentemente hoje, às vésperas da decisão na Câmara dos Deputados Temer requer ao TSE que separe a apreciação dos processos a fim de que seja analisada a prestação de contas da campanha de Dilma diferentemente da dele. É uma questão inusitada uma vez que o Vice Presidente não recebe votos individualmente, mas está dando seus pulos para se livrar da degola.

Uma coisa é certa: qualquer um desses que estão aí vai conseguir governar.

Será decisão judicial e não sendo uma decisão política, embora sendo, o povo poderá não se revoltar, pelo menos em tese..

Será que estou certo?

É  só esperar para conferir.

 

1 resposta »

  1. Tomei como uma aula, tinha coisas que eu não entendia

    Agora fiquei mais esclarecida valeu… manda mais prefiro entender

    Em doses homeopáticas!!!!beijo para Heloisa e você. Neneca

Excelentes as matérias postadas

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