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RETORNO

Em férias forçadas em face de acumulo de compromissos volto aos meus escritos atento e perplexo com tudo que ocorreu nesse período.

De bom, somente as notícias ainda que tênues, sobre a recuperação de nossa combalida economia que poderia ser mais efetiva não fosse a forjada crise política que emperra qualquer esforço.

É inimaginável que os personagens que integram o cenário político nacional não percebam que é chegada a hora de mudanças de hábitos, de procedimentos, de sentimento nacional em busca de nossa redenção e que o povo não aguenta mais viver assim, responsabilizado pelos desmandos e pela desassombrada ousadia na devastação do seu patrimônio. Da moral e da ética nem é necessário falar pois o único sentimento que o brasileiro ostenta é a vergonha uma vez que a autoestima já se foi a muito tempo.

Mas, ainda que a luz do túnel esteja cada vez mais apagada me disponho a analisar o papel de cada um nesse contexto.

A propósito encontrei um artigo escrito por Sacha Calmon, advogado mineiro ilustre, publicado no Correio Braziliense sob o título: “A voz da Globo” e que eu me permito transcrever:

“ Qual a razão do protagonismo político das organizações Globo? Os Marinhos atuais não se igualam ao pai, mais pru­dente. Por onde vou — a parcialidade é tão visível — perguntam-me, sem que eu possa saber, o porquê de o grupo querer der­rubar Temer. Respondo não conceber a causa, mas suponho que tiveram interesses contra­riados, ou estão a serviço de um grupo políti­co que não sei qual é, ou é por idiossincrasia (não é o PT, se é que há o tal grupo político).

Nenhum veículo jornalístico, escrito, fala­do ou visual chegou a tamanhos arroubos políticos contra a Presidência, esquecido de que o negócio televisivo depende de conces­são do governo federal. A campanha é de alto risco. E já começam a circular os boatos. Sempre os boatos. Precedem os fatos ou de­les se desprendem, justamente porque saem de inquéritos em andamento ou das inconfidências propositais ou não (vazamentos). A boataria se espalha como erva daninha.

Dizem uns que certos planejamentos tri­butários das Organizações Globo, para aco­modar seus negócios no exterior, escamo­teando receitas, lograram ficar em segredo, mas vieram à tona no governo Temer (não que o presidente o determinasse), tanto que se indagou aos Marinhos a razão de tantos ataques ao governo, sem obter res­posta, ao que pude apurar. De fato, o gover­no do presidente Temer surpreendeu-se com a virulência sistemática dos ataques, em todos os programas televisivos e pela imprensa escrita (O Globo). Corre por aí, en­tretanto, que foi a própria Receita Federal que fez a “delação” do passivo tributário do grupo, que não parece estar tão bem como aparenta. Mandou embora muita gente e se endividou com as novas instalações do gru­po, que teriam custado uma fortuna.

Slim (dono da Claro e da Embratel), ter­ceiro homem mais rico do mundo, que não se mete em política no México e em ne­nhum outro lugar, nos passa sábia orienta­ção. É certo que até nos EUA há órgãos da imprensa partidarizados. É o caso da Fox News, claramente republicana que nasceu para ser assim. A regra de ouro é dever ser o jornalismo imparcial e não se meter em po­lítica partidária, sob pena de torcer os fatos. Os partidos bem podem ter seus veículos, mas não a imprensa escrita e falada.

Segundo os boatos, o passivo tributário é grande em função da autuação ou denunciação do planejamento tributário, não sen­do republicano o Ministério da Fazenda ali­viar as agruras fiscais de quem quer que se­ja. O que se passa com as organizações Glo­bo, cujo nascimento, como é sabido, vem de envolta com operações políticas que teriam chegado a contar, à época, com esforços fi­nanceiros à conta do grupo Time Life? O que se sabe com certeza é que a dita organi­zação se deu muito bem com a ditadura mi­litar, isso pode-se assentar sem medo de er­rar, como não se pode negar o ideário libe­ral que sempre adotou. E, por isso, deriva a estranheza de tantos com a atual linha edi­torial, diuturna e planejada. Se o Temer ar­rotar num jantar, dá manchete no jornal da noite e, certamente, no jornal escrito.

Nunca me agradou a boataria, estou apenas ouvindo aqui e acolá o que dizem, bem como um aumento da solidariedade e simpatia pelo presidente, que, de tanto apanhar sem resmungar, mas lutar, sem se esbaforir, mas governar sem perder jamais a elegância, tem recebido elogios. A ternura fica para Camilo Cienfüegos, que “terna­mente” mandou, com Fidel, amigo de Dilma e Lula, centenas ao paredon.

O que me estarrece mesmo é essa politicalha no maior veículo da imprensa nacio­nal, neste momento tão grave por que passa o país. Depois que Lula e Dilma emitiram bilhões e bilhões de títulos em reais para ca­pitalizar o BNDES, que, à sua vez, capitali­zou os “campeões nacionais” do PT, como os irmãos canalhas Joesley e Wesley, do JBS, e Eike, o país travou. De superavits primá­rios crescentes, desde que FHC saneou as finanças com o plano real, passamos a ter deficits primários crescentes, e exponenciais crescimentos anuais da dívida pública, que pode chegar (carry over) a 90% do PIB.

Então o que explica as Organizações Glo­bo olhar com antipatia para fazer política pirrônica a um governo que limitou por emenda constitucional o teto do gasto pú­blico, segurou as burras do Tesouro, enca­minhou as reformas trabalhista, previdenciária e logo a tributária e fez que a econo­mia retomasse seu curso ascendente?

Muito agradaria à nação pensante e ao povo sofredor receber lições de civismo e análises isentas da mídia, capazes de nos tirar da crise, em vez de tisnar o presente e tornar o futuro imprevisível. É hora de união e não de desavenças e intolerâncias, a bem do Brasil. Duas coisas precisam ficar aclaradas: (a) não existe luta de classes, ca­sa grande e senzala, é uma oportunista balela e (b) inexistem líderes formidáveis. Um povo cresce quando as pessoas se dão as mãos e trabalham até conseguir, como fez o Japão. “

Por outro lado, temos a atuação do Ministério Público, que chegou a merecer um engajamento nacional pela firmeza que parecia realmente pretender dar ao país uma grande colaboração para o saneamento da ordem pública.

Mas, nem sempre as coisas andam como se espera e em dado momento surge a dupla de dirigentes da JBS sem melhores explicações e viram o pais de cabeça para baixo, e oferecem aos procuradores um presente representado por um vídeo gravado por eles próprios, com histórias montadas por eles mesmos, bandidos refinados, e  sem nenhuma cerimônia  indultados com uma imunidade concedida pelo Ministério Publico querendo posar como heróis nacionais e enquanto isso foi acertando a vida de um grupo empresarial que deve estar quebrado se mandando para os Estados Unidos da América do Norte com  livre transito nas barreiras daqui e de lá. Sabe-se lá quanto dinheiro vivo foi transportado por essa via.

Qual o papel desses personagens dessa comédia macabra? A quem beneficiam? Há quem diga que atuaram em favor do PT pois no momento que surgiram a bola da vez era o Presidente Lula que foi substituído por Temer.

O fato é que em virtude desse “ imbróglio” o país parou, investimentos despencaram, a economia estagnou e agora, é descoberto um vídeo em que os mesmos personagens, contam suas vantagens incriminando autoridades, dentre elas, os Procuradores e evidenciando o que já se suspeitava o espúrio acordo feito com o Ministério Público. Bom aí o assunto muda de figura, pois enquanto a dupla facínora acusava os políticos e o Presidente Temer eram verdadeiros e contra a corrupção. Agora a acusação vira para a PGR, então eles são bandidos que devem ser pesos.  Devem mesmo, mas porque somente agora?

E as demais delações também foram maculadas?

E pergunto: quem vai pagar pelo prejuízo que o país sofreu por essa encenação toda?

Enquanto isso no Congresso Nacional, a votação das reformas tributária e previdenciária estão paradas por força da falta de acordo na votação da reforma política cujo ponto principal é a definição de quem vai pagar bilhões de reais para gastança nas eleições….

Deus nos livre e guarde…!!

 

4 respostas »

Excelentes as matérias postadas

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