INTERVENÇÃO (2)

Tive oportunidade de comentar há poucos dias a respeito da Intervenção na área de segurança do Rio de Janeiro, quando alertava a respeito do que poderia ocorrer antes mesmo que as operações fossem iniciadas.

Não durou muito para tudo aquilo começasse a ocorrer.

Os jornais em grande maioria passaram às entrevistas com  “especialista da área de segurança” para saber quais as possibilidades reais de a intervenção não dar certo. E as organizações de direitos humanos sobre a possibilidade de recorrer ao Judiciário contra aquilo que mais parecia um retorno ao militarismo, as entidades civis sobre a intenção de propor “ habeas corpus” preventivos em face das arbitrariedades que os militares poderão praticar. Tudo isso, antes mesmo que o Interventor tenha pelo menos sentado à Mesa do Comando para definir metas.

Enquanto isso a bandidagem queimando ônibus, matando pais de família, policiais e crianças, sem se ouvir   uma palavra contra isso que não é arbitrariedade, são atos monstruosos. Os bandidos armados até os dentes, com o que há de mais moderno, invadindo os morros e editando normas e regras de conduta aos moradores e certos de que dificilmente serão eliminados pelos integrantes das Forças Armadas porque segundo a imprensa e ONGS a comunidade não quer violência e não admite que o soldado revide ou tome a iniciativa de não deixar o crime ser cometido.

Agora o alvo dos contrários é a identificação das pessoas nos morros.

Entenda o caso: As forças de segurança passaram a monitorar a área objeto dos conflitos e para isso é importante fotografar as pessoas e transmitir as fotos via internet para a Central de Investigação para apurar se se trata de alguém fichado. Caso negativo a foto é destruída, caso positivo, o suspeito vai preso. Qual o problema nisso?

A OAB, as ONGS dos Direitos Humanos logo se arvoram para protestar contra a invasão da intimidade do cidadão. Mas e se esse cidadão é bandido e passa de liso na revista e na frente mata um chefe de família? Onde estarão a OAB e as ONGS? Aí é silêncio total.

Pois eu não me sinto absolutamente agredido se for abordado em uma blitz e solicitado a permitir uma foto para investigação. E não me sinto agredido porque não tenho nada a temer. Porque tenho certeza de que o sistema de investigação vai responder que eu não sou hospede, mas ao contrário estarei colaborando com a segurança pública em permitir essa operação que objetiva a proteção de todos.

Agora o Presidente da Câmara, deputado pelo Rio e a OAB criaram um factoide.

O primeiro criou solenemente o Observatório da Intervenção no qual alguns “ palpiteiros” vão querer dar pitacos.. A segunda criou o Observatório Jurídico da Intervenção, para avaliar as arbitrariedades das forças de segurança.

Porque não criam também o Observatório de Quem Não Tem o Que Fazer ? Porque não se oferecem para ir ao morro enfrentar os bandidos?

Eu não tenho nada contra a criação desse besteirol, mas o problema é que no ato de sua criação ficam levantando suspeitas prévias de uma operação que nem se iniciou e já está sendo desqualificada.

O que eu penso sempre é na cena divulgada há poucos dias em que os usuários da linha amarela tiveram que abandonar seus carros e deitar no chão porque os “ anjinhos” estavam trocando tiros com adversários e a polícia. Onde estavam esses “ observadores”, nessa hora?

Eu acredito na Intervenção apesar desses “ inventores”.

 

4 comentários em “INTERVENÇÃO (2)

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    1. É isso mesmo.. A pergunta que não tem resposta é porque esses orgãos só cuidaram de saber se os soldados vão poder atirar.. e os bandidos podem continuar?? Por isso tive dificuldades de explicar ao meu mecanico o significado de OAB. Ele sismou que era Organização de Assistencia a Bandidos..

      1. Hoje, após a criação do Ministerio da Segurança Pública eu esperava que tivesse uma campanha pela imprensa para a sociedade se unir em torno do tema. Mas, o que virou noticia? As fofocas sobre a substituição do diretor daa PF que é a coisa mais natural no serviço publico. Oh.. vida.. Oh céus….

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