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AGORA OU NUNCA…

O brasileiro gosta de estabelecer parâmetros próprios de compreensão de fatos ou atos, a partir dos quais transforma o seu entendimento em regra inquestionável.

Ultimamente em face da performance de Jair Bolsonaro na disputa eleitoral, antecipam-se decisões que serão tomadas pelo mesmo, se eleito Presidente da República, embora nada tenha dito a respeito.

Uma possibilidade, no entanto, é bem viável que venha a acontecer pelo fato de ter sido declarado pelo próprio: a nomeação de militares como Ministros de Estado.

Prato cheio para os simpatizantes da esquerda, petistas e adjacências. E o assunto passa a ser tratado de forma demonizante, pois “ isso importa na volta da ditadura e do endurecimento do regime. (?)”. Por outro lado, não há que se arrepiar com a nomeação de políticos em função dos escândalos recentes que não podem servir à generalização.

Gostei do tema e passei a enfrentá-lo nos mais diversos ambientes:  sociais, públicos, salão de barbeiro etc.

Qual é o problema para a democracia se o Presidente da República decide recrutar os seus auxiliares no âmbito das Forças Armadas?  É preciso saber como se forma um oficial de qualquer uma das Forças a fim de que possa aquilatar o seu preparo intelectual e capacidade de gestão. A Academia Militar das Agulhas Negras, Colégio Naval ou Academia da Força Aérea são equiparadas pelo topo a qualquer Universidade e o Instituto Militar de Engenharia (IME), Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) são reconhecidos internacionalmente pela excelência.

Em minha passagem pela Casa Civil da Presidência da Republica no Governo do Presidente Itamar Franco, tive oportunidade de atestar essa realidade. Frustrada a indicação do titular do Ministério dos Transportes, com a nomeação de dois parlamentares, avaliamos as   soluções que nos eram oferecidas e convidamos o General Bayma Denys que deixou sua marca de administrador sério, honesto e competente. Posteriormente, a Secretaria da Administração Federal apresentou alguns gargalos de difícil ajustamento que só foram resolvidos pela gestão do General Romildo Cahim, que conduziu com serenidade e firmeza as relações dos servidores civis e o governo, inclusive contando com a colaboração dos sindicatos das categorias sem nenhuma dificuldade. No Governo de Minas Gerais onde ocupei também o cargo de Chefe da Casa Civil com o Governador Itamar Franco, participei da difícil solução, sucessivamente, para o comando das secretarias de Saúde e na de Transportes e Obras Públicas que após a experiência com cinco parlamentares conseguimos equacionar com a gestão do General Carlos Patrício Freitas Pereira que se transferia para a reserva com o termino de seu período de Comando da 4ª Região Militar.

A revolucionária administração do Coronel Boto na Presidência dos Correios, de saudosa memória, faz com que o corpo de funcionários daquela estatal, até hoje, guarde na lembrança o melhor Diretor Geral de toda a sua história.

Em sucessão ao competentíssimo  Capitão de Mar e Guerra Euclides Quandt de Oliveira, no Ministério das Comunicações,  o Coronel  Haroldo Corrêa de Matos,   portador de um currículo inquestionável,  da arma de engenharia na Escola Militar do Realengo (1939-1942), cursou o Instituto Militar de Engenharia (IME) e  pós-graduou-se na Leiland Stanford University (Califórnia, Estados Unidos) obtendo  o grau de master of science em engenharia elétrica no Massachusetts Institute of Technology (MIT), em Boston, Estados Unidos.

São apenas alguns exemplos do aproveitamento da inteligência de militares na administração pública sem que com isso importasse em quebra do regime ou militarização do governo. Há que se destacar ainda que durante a gestão do Presidente Emilio Garrastazu Médici entre 24 Ministros de Estado apenas 8 foram militares, Castelo Branco entre 36, somente 13 eram militares, Presidente Geisel 12 somente entre 26 e Figueiredo 11 militares no total de 41 Ministros, incluídos os das Pastas Militares e de oficiais da reserva que já militavam na política.

O interesse desse testemunho é unicamente o de alertar para a necessidade de ponderação e cautela nas divulgações fantásticas sempre calcadas em desinformação ou interesses não confessáveis e reconhecer que somos todos brasileiros e não podemos nos dividir em classes sociais, raciais, profissionais, de credo ou do que mais for.

No advento das Operações levadas a efeito pelo Ministério Público, Policia Federal e Judiciário, ficou bem claro para a sociedade que as coisas vão mal e que há necessidade de se colocar o pé nos freios para dar um melhor rumo ao nosso país.

Estamos próximos ao dia da eleição data em que iremos dar a nossa palavra sobre o futuro que desejamos para a atual geração e não podemos falhar e nem compactuar embarcando  em  fórmulas milagrosas e soluções de última hora, irresponsáveis e irrefletidas de autoria  de hóspedes assíduos  do Código Penal e  de quem já demonstrou a inaptidão para governar.

Vamos em frente e viva a nossa bandeira!

5 respostas »

  1. O ex ministro Hargreaves lembrou bem. Outros militares prestaram excelentes serviços. Quando vemos a situação da Cemig, hoje, sentimos imensa saudade do militar Djalma Moraes.

    • Obrigado. Realmente muitos outros poderiam ser citados. O Morais já fazia parte de nossa equipe e se destacou como Ministro das Comunicações.

  2. O que espero de verdade é que nosso país tome um rumo de prosperidade, e que Bolsonaro tenha um Hargreaves como seu braço direito!

Excelentes as matérias postadas

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