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Crises

Permito-me transcrever a matéria abaixo do brilhante Jornalista Fernando Rodrigues em seu Poder 360 – Drive Premium:“A saída Itamar Franco
Há 1 grupo no entorno de Jair Bolsonaro que defende que ele saia do PSL. Ficaria sem partido e livre para opinar dentro do arco político ao seu redor. Seria uma cópia da estratégia de Itamar Franco (1930-2011), que quando assumiu o Planalto (pós-impeachment de Collor) não teve filiação partidária

.A parte boa
Livre de partidos, Bolsonaro poderia circular sem amarras entre todas as agremiações de centro-direita, fazer alianças pontuais e tocar a vida no Congresso. Em 2021/2022, seria uma “noiva disputada” por todos –pois terá de estar em uma legenda para concorrer a novo mandato.

A parte ruim
Para começar, Bolsonaro não é Itamar. Outro problema: os filhos. Itamar não tinha família para administrar. Os filhos do presidente atual ficariam em algum partido e isso sempre seria motivo de tensão.
Novela vai ser longa
É praticamente impossível que o embate interno no PSL seja finalizado nos próximos dias ou semanas. Luciano Bivar, atual chefe da sigla, tem controle absoluto sobre a burocracia interna. Não largará esse osso.
Há a hipótese de algum crime muito grave ser comprovado contra Bivar e ele ser demovido pela Justiça Eleitoral? Bem, só se isso também se aplicar a duas dezenas de presidentes de partido que agem exatamente como Bivar. Ou seja, esse desfecho é improvável.
Nesse contexto, o mais provável é que nada de relevante ocorra no curto prazo. Todos os envolvidos já se posicionaram publicamente. Agora, é esperar até que a poeira venha ao chão.PSL

Virou piada
No Congresso, a piada é que a sigla significa, a partir de agora, Partido Sem Liderança.”

Em verdade há que se esclarecer uma diferença básica: não sendo o cabeça de chapa, candidato a Presidente era Collor Itamar não teve nenhuma responsabilidade na escolha do partido, embora a ele tenha se filiado, e aos compromissos que tenham sido feitos anteriormente que os fizesse a eles submeter. Além disso, se desfilou muito antes de assumir a Presidência diferentemente do atual Presidente que se elegeu e fortaleceu um partido, chamado “ nanico” pela inexpressividade política representada por um único representante na Câmara Federal.

Por outro lado, a sua independência e boa convivência, em relação aos partidos políticos estava muito mais subordinada à sua forma de atuar e na condução da articulação política do governo do que propriamente ao fato de não ter filiação partidária. O seu primeiro ato como Presidente é sempre bom recordar foi a convocação de todos os Partidos políticos, sem exceção, sejam a ele simpáticos ou não, para uma reunião no Palácio da Alvorada, onde, sem nenhuma cerimônia, consultou se todos estariam dispostos a garantir a governabilidade do país, o que não significaria apoio ao governo, alertando que em caso contrário renunciaria iniciando uma campanha para antecipação das eleições. O resultado foi a adesão unanime em favor daquela proposta

.Vê-se que desde o início demonstrou sua posição de desprendimento e desejo único de bem desempenhar a sua missão, comprovado mais tarde, quando com alta popularidade que lhe  garantiria com absoluta certeza vitória em qualquer pleito, não só recusou como me determinou, como Chefe da Casa Civil, entendimento com as Lideranças do Governo nas casas do Congresso no sentido de rejeitar qualquer proposta de emenda constitucional que permitisse a reeleição. Isso somente foi implantada no país no governo seguinte de FHC.

Se fosse conselheiro do atual Presidente, a quem dedico admiração, a minha sugestão, a exemplo do que fiz a Itamar seria a de cumprir o seu mandato sem filiação alguma.O fato é que a relação com o Congresso exige uma série de pormenores que não admitem uma atuação improvisada. Alguém já disse que a política não foi feita para amadores.Estupefato, vejo a Líder do Governo substituída, o que é um fato natural sem nenhum demérito para ninguém, reagir imputando um gesto de ingratidão do Presidente e trazendo para si os louros das decisões favoráveis ao governo afirmando sem nenhuma modéstia “ articulei a reforma da Previdência em todo o país, aprovei um crédito que poderia levar o Presidente ao impeachment, contive inúmeras crises “, tudo na primeira pessoa! De fato, trata-se de uma pessoa competente e bem-intencionada, mas, talvez tenha, como estreante em primeiro mandato, assumido uma função que exige bem mais experiência. É como dizia Romário nos tempos do futebol, “ chegou agora no ônibus e já quer ir na janela. ”

Mas, tenhamos paciência pois o nosso Brasil é muito grande e o seu povo muito generoso.

5 respostas »

Excelentes as matérias postadas

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