Causos da politica

Independência-

Quando a gente assume um cargo político, a primeira regra que devemos observar é que nada ali é permanente, somos provisórios e por isso devemos saber entrar e principalmente sair. O pior que pode acontecer é quando deixa as honrarias subir à cabeça a ponto de causar um terrível sofrimento ao término de seu tempo.

Muito bem pensado o Ministro da Educação Eduardo Portela dizia sempre “Eu não sou Ministro. Eu estou Ministro”

O Ministro Shigeak Ueki, das Minas e Energias estacionava o seu carro no Conjunto Nacional quando foi abordado por um repórter que estranhava que ele estivesse dirigindo o seu carro particular. Em resposta, calmamente e com o seu jeito oriental respondeu: “Eu sou japonês. Hoje virei Ministro, mas amanhã volto a ser japonês.”

Milton Campos, Ministro da Justiça foi exonerado e voltando ao Congresso, era Senador, um repórter menos experiente e mais afoito foi ao seu encontro e perguntou: “Porque que o senhor saiu?” e a resposta foi imediata: “Porque eu entrei”.

Um politico com quem me relacionava ao se despedir para assumir o cargo de Governador de seu Estado me perguntou: “Se você estivesse no meu lugar qual seria a principal preocupação para servir de diretriz do seu governo? Eu lhe disse que um monge budista se recolheu ao alto do Tibé em busca dessa dúvida, e depois de um ano meditando voltou com a resposta muito simples, na forma, mas muito profunda no sentido: “Lembre-se que tudo passa.”

Quem fala o que quer ouve o que não quer-

Assoberbado pelo trabalho diário na Casa Civil, surpreso, vejo em uma coluna de vespertino de grande circulação a declaração de um Governador de Estado, com quem eu mantinha um nível de respeito absoluto, dizer gratuitamente, que como Presidente, eu jamais seria Ministro da Casa Civil. Logo em seguida vários repórteres chegaram ao Gabinete para me interpelar sobre isso aos quais respondi: “Disso eu tenho certeza, porque ele nunca será Presidente”. E não foi.

O apressado  come crú.

Doutor Pedro Aleixo, eleito Vice Presidente da República, ao formar o seu Gabinete utilizou alguns funcionários da Liderança do Governo na Câmara, dentre os quais foi indicada uma excelente assessora Ângela Maria Lobo Ribeiro. Acontece que um cidadão ligado a alguns parlamentares pugnava para exercer o cargo destinado a essa servidora e conseguiu se aproximar do Vice Presidente e anunciou que tinha um denuncia muito séria a respeito daquela Assessora. Ela era comunista.

Doutor Pedro tinha uma voz pausada e quase silenciosa e lhe respondeu: “Fico muito grato pelo seu cuidado, mas dela eu já sabia porque ela mesmo me contou. Já do senhor eu não sei nada” E o despachou.

 O principal no desfecho dado é que a Ângela não era comunista e não tinha, portanto, falado nada com ele.

2 comentários em “Causos da politica

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  1. Boas lembranças, ótimas lições! Lembro-me de quando o Dr Itamar Franco deixou o Governo de Minas. Eu iria acompanhá-lo e perguntei o que deveria fazer. Ele me disse: “iremos embora e não olhe para trás”! Não foi bem o que eu queria saber, mas ficou pra mim a certeza do desapego do cargo por parte dele.

Excelentes as matérias postadas

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