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MARIANA CURI (blogdamarianacuri) falou

Pesquisando os sites deparei com o de Mariana Curi, jornalista e acadêmica de direito e sobre quem já reportei em situações anteriores. Desta vez julguei muito oportuno o texto referente a forma com que o cidadão é tratado e como deveria ser.

“Blog da Mariana Curi

SEXTA-FEIRA, 20 DE JANEIRO DE 2017

O desserviço e o servidor

Servidor, empregado, funcionário. Não importa a denominação usada para designar aqueles que prestam serviços à comunidade ou a um particular.  Estão todos, no contexto de uma cidade, de um estado, ou um país, ligados ao atendimento de necessidades sociais. Devem, portanto, servi-la. Mas essa prestação de serviços não se exaure na mera execução. Ela se estende ao modo de execução. Abrange o uso de ética, a polidez e até o olho no olho.

Em tempos de crise econômica como a que passa o Brasil, servidores públicos, empregados de Sociedades de Economia Mista e até aqueles subordinados ao patrão, em âmbito doméstico, parecem estar dissolvendo os próprios incômodos, angústias e dificuldades nos atos laborais. As atividades prestadas passam, então, a ser exercidas com desânimo, má vontade, e exalam até rancor em muitas situações. E o serviço que deveria conter aspecto de profissionalismo e eticidade parece manifestar que cargos e profissionais não foram feitos um para o outro, ainda que o acesso tenha sido concurso público, por exemplo.

A desconstrução do termo servidor surge, então, de maneira evidente. É o servidor que deixa de prestar um serviço, já que o que ele faz parece ter significado de imposição. No serviço público, por exemplo, não são raros os casos em que,  além de não querer atender às demandas públicas, o responsável pelos atos  os fazem com má vontade; conta até o número de minutos do atendimento, como que querendo se livrar do administrado. Há, ainda, aqueles que acham que a cordialidade é essencial para ocasiões especiais. Ética, então, deveria ficar só no mundo das ideias. Platão, certamente, discutiria com eles tal pensamento.

O desserviço do servidor causa desconfiança séria aos contribuintes, compradores, consumidores. E, pior que a desconfiança, é o não atendimento de demandas que, muitas vezes, são urgentes. Em hospitais públicos, onde a saúde não espera, não é raro vermos médicos conversando, contando piadas, ao invés de encarar a dor que corrói, a respiração que não sai dos pacientes.

É preciso que empregados, funcionários, servidores públicos, empregadas domésticas, médicos, policiais sirvam, efetivamente, aqueles a quem devem se subordinar. Serviços são para servir, ajudar, atender as necessidades daqueles que os adquirem. Problemas, todo mundo tem. Mas, no atendimento ao público, não se deve, jamais, deixar que conflitos intrapessoais e até desencanto com as atividades, contaminem a excelência das prestações.

É necessário efetivar tudo aquilo que está consagrado em legislações, Código de Ética, e outras normas de conduta.  Ademais, não basta o atendimento das necessidades de quem as contrata. É preciso, também, agir com esmero, entusiasmo, respeito ao destinatário. Esses atributos devem estar espalhados em repartições públicas, em setores privados, sem distinção. Os administrados, o patrão, o consumidor deve sentir excelência nas contraprestações a que têm direito.”

É isso aí….

 

 

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