RETA FINAL

Estamos na reta final da campanha eleitoral. Sabemos quem são os candidatos, mas até agora em sã consciência não conhecemos os planos de governo. O eleitor terá que escolher levando em conta o perfil dos futuros Presidente, Governador, Senador e Deputados estaduais e federais, mas o que farão ou deixarão de fazer fica para depois, quando leite já estará derramado.

Na minha convicção poucas vezes candidatos tiveram uma situação tão favorável para a apresentação de propostas de governo, pois o país atravessa uma das piores fases de sua história principalmente nas áreas da educação, saúde e segurança pública e na economia.  No entanto, até agora não conhecemos um só projeto que aponte o caminho a ser seguido. Todos proclamam as necessidades, mas nenhum demonstra claramente a sua capacidade para as soluções.

Em face da caótica situação econômica ganham destaque os possíveis titulares do Ministério da Fazenda de cada um dos postulantes à Presidência da Republica, mas que ficam a posar de salvadores da pátria, com suas ideias, algumas muito eficazes, embora às vezes mirabolantes, e que vão depender do aval do governante e na maioria delas também do Congresso, que por força da nossa Constituição de um sistema presidencialista, mas de inúmeros dispositivos parlamentaristas tem a palavra final.

Mas e a palavra do futuro Presidente?

Na semana que passou vimos o candidato do PSDB se ocupando, de todo o tempo que dispõe a mostrar que o Capitão há 19 anos passados elogiou Hugo Chaves e a 45 anos o ditador chileno Pinochet e quanto ao candidato petista os fatos notórios sobre o seu partido. Ou seja, uma semana de aparição na televisão sem fornecer um dado sequer de seu programa de governo. Por outro lado, deu margem a respostas com referência à denúncia do Ministério Público de São Paulo propondo sua inelegibilidade.

E assim tem sido. O candidato do Podemos em comportamento não condizente com o seu perfil, em um churrasco, tachou o candidato do PSL de “ vagabundo” e pior ainda demonstrando uma falta de ética disse que aquele “ já está quase morto” referindo-se ao fato da internação hospitalar decorrente do ataque sofrido em Juiz de Fora.

O advogado Sacha Calmon em artigo publicado no Correio Braziliense diz entre outras coisas: “ Um candidato a presidente líder nas pesquisas, com o apoio das Forças Armadas foi esfaqueado. Na cena do crime é visível uma mulher passando a faca, e outro meliante esmurrando pelo lado o braço do capitão Bolsonaro. A imprensa se cala, o assunto não acrisola, artigos e editoriais, reportagens investigativas não são feitas, apenas notas de repudio idiotas, agressivas como a de Dilma “ Ele achou o que procurava”. Pior é você semianalfabeta, sem autocrítica, que aspira a cargos acima de sua altura psíquica, política, linguística e cultural. ”  Disse mais: “ Decerto os seus mandantes esperavam que o facínora não saísse vivo do episódio. Mas ele saiu e está resguardado. ”

Para minha surpresa vejo uma notícia de Goiânia onde Ciro Gomes fazendo um pequeno comício deparou com um garoto empunhando uma camisa com a estampa de Bolsonaro. O pedetista pega a camisa e diz que o garoto não deve ser hostilizado porque ele não tem culpa de ter sido induzido por esse “ nazista filho da puta que haveremos de derrotar”. O meu espanto vem por ver um comportamento desse por quem deseja ser Presidente da República. Que esbraveje e se revolte pelo fato de uma infeliz invasão em seu evento, mas, nunca é demais preservar os bons costumes, principalmente nessa época em que os valores estão totalmente avacalhados e merecendo uma renovação.

Enquanto isso, o que se houve na imprensa, talvez por falta de assunto ou movido por interesses partidários, com a prevista polarização, é que caso vença o candidato petista, da extrema esquerda haverá um retrocesso do país e apresentam previsões catastróficas sobre um governo da direita do candidato militar, o que não tem o menor fundamento.

Minha gente, diz o caboclo mineiro que “ quando a égua passa arriada a gente deve montar porque a oportunidade é uma vez só”. Essa é a nossa vez e talvez possa ser a única.

Uma coisa é certa: a hora de penalizar os maus políticos e sufragar a eleição de uma geração que renove os costumes, é agora. Nunca é demais repetir a frase que já foi dita muitas vezes que “ não é a política que faz o candidato virar ladrão. É o seu voto que faz o ladrão virar político”

Valha-nos Deus.

 

4 comentários em “RETA FINAL

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  1. É triste, vergonhoso e nojento tudo que estamos vivendo! Os sonhos já foram embora, esperança já não dá as caras ,triste…triste…triste! Pela primeira vez, não tenho em quem votar para Senador, governador e quaisquer outros que ambicionam cargos no
    Emaranhado político! Sem palavras…..

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